O primeiro órgão a ser transplantado com sucesso na história da medicina foi a córnea. O mérito coube ao oftalmologista austríaco Edward Zirm, em 1905. Embora a cirurgia tenha registrado grandes avanços ao longo do último século, a técnica mais comum hoje em dia ainda é bastante invasiva.
Ela exige que se removam 80% do diâmetro da córnea do receptor e que se troquem todas as camadas do órgão. A remoção da mais profunda delas, o endotélio, é o procedimento que apresenta o maior risco de rejeição – 30% dos pacientes submetidos a um transplante perdem a nova córnea por causa disso. Foram desenvolvidas duas maneiras de evitar essas complicações. Uma delas é o transplante lamelar anterior.
Trata-se do implante da córnea sem o endotélio. Essa técnica é recomendada, sobretudo aos portadores da doença ceratocone. As vítimas desse mal apresentam uma deformidade na córnea que, aos poucos, leva à cegueira.
Com a nova técnica, é possível que elas recuperem até a capacidade visual com menor risco de rejeição. A outra inovação é o transplante lamelar posterior. Indicada para doenças que afeta o endotélio, a nova técnica não elimina o risco de rejeição, mas diminui o risco de alto astigmatismo.
Fonte: Centro de Oftalmologia de Vitória – Escrito por Fernando Moro
O que é transplante lamelar de córnea?,






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